Fotografia: uma trajetória entre a luz e a memória

Jornal Jr

O ensaio fotográfico “Fotografia: uma trajetória entre a luz e a memória” tem por conceito a matéria prima principal do fazer fotográfico: a luz; e a finalidade deste fazer: o legado memorial da foto.

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“Que se faça a luz” e fez-se a fotografia! A fotografia, hoje considerada a 8ª arte, tem uma complexidade imensa que é condensado num simples clique. Ela é constituída pelos conceitos técnicos de abertura do diafragma, velocidade do obturador, sensibilidade do sensor, balanço de branco (entre outros), mas principalmente pelas subjetividades essenciais: como o olhar, que gera o enquadramento, refletindo toda uma construção de ideias proveniente do repertório cultural do indivíduo que fotografa.

FotografiaO olhar é diverso. Ele pode ser atento ao movimento, focado nos detalhes, curioso, inventivo, explorador e até mesmo desapercebido. Sempre haverá uma interpretação no olhar e uma marca de individualidade única que se revelará na foto.

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O caráter interpretativo do olhar é que delimitará também a finalidade da fotografia. Se neste mundo de abundância digital estamos o tempo todo registrando o que acontece ao nosso redor e pensando “eu quero através dessas fotos poder no futuro relembrar meus momentos” então estamos querendo por finalidade da fotografia, deixar nosso legado e construir nossa memória.

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Já pensou em fazer um álbum da linha do tempo da sua vida? Escolher as fotos dos melhores e mais importantes momentos vividos e construir essa memória, desde o seu nascimento, passando pelas conquistas e recheando com os selfies do Snapchat e Instastories que você fez com seus amigos?

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Em uma era em que a fotografia é muito valorizada, mas paradoxalmente banalizada, talvez seja interessante pensar na fotografia aos moldes antigos e como ela precisava ser mais cuidadosa no sentido da elaboração: o preço elevado, tanto para tirar uma foto, quanto para revelar, fazia o fotografo olhar a cena, pensar no recorte, ajustar o equipamento, dirigir cenicamente as pessoas e por fim: clicar! sobrando ainda a incerteza do resultado.

Após o trabalho feito, as fotos eram escolhidas, reveladas e guardadas em álbuns ou colocadas em porta retratos para serem compartilhadas com as pessoas que visitassem sua casa, e provavelmente até hoje existem e são mostradas, contando histórias nostálgicas para as novas gerações. Mas o que estamos fazendo ultimamente com as nossas fotografias? Confinadas em um celular ou em uma nuvem, parece que depois que são compartilhadas nas redes sociais, elas perdem o destino.

Já pensou em limitar o toque do seu dedo no smartphone para raciocinar a fotografia ao invés de disparar mil fotos e encher a memória do seu celular? Seria a educação do seu olhar e um ótimo jeito de treinar seu “eu fotográfico”, mesmo longe de uma câmera profissional.

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