Coletivo Prisma: Um lado mais colorido na Universidade

Jornal Jr

Coletivo Prisma é a marca de representatividade LGBT dentro do campus da Unesp de Bauru

coletivo prisma
Foto: https://www.facebook.com/ColetivoLGBTPrisma/

No Brasil, a cada 27 horas uma pessoa LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) morre por conta da violência e discriminação (LGBTfobia). A violência não é apenas física, mas também social e psicológica, em que muitas vezes não há apoio para as vítimas por parte da família, escola ou igrejas. A representatividade LGBT não é apenas de extrema importância, mas também necessária na sociedade, aparecendo pela organização de coletivos, como o Coletivo Prisma.

O Coletivo Prisma surgiu em 2013, dentro do campus da Unesp de Bauru, em decorrência da criação de outros coletivos, como o Coletivo Negro Kimpa e o Coletivo Feminista Abre Alas. A organização do Coletivo Prisma foi feita pelos próprios alunos da instituição, com a intenção de articulação de um espaço político e também acolhimento ao público LGBT+.

Coletivo Prisma
Em 2016, o Coletivo Prisma participou da semana de integração dxs calourxs de Psicologia (Foto: Facebook Coletivo Prisma)

Em 2014, o Coletivo Prisma contava com reuniões semanais, gerando principalmente um espaço de acolhimento para os participantes. “Na minha visão, a proposta inicial do coletivo que era de ser um ambiente de articulação e acolhimento acabou se tornando só um ambiente que atendia a segunda intenção.”, contou Rafael Moreton, antigo membro do Coletivo Prisma.

Rafael também disse que para a reestruturação inicial, a ideia era fazer do coletivo um espaço de discussões e aprendizados, além também de continuarem com o compartilhamento de vivências pessoais.

Coletivo Prisma
Reunião do Coletivo Prisma (Foto: Universitag)

Atualmente, o Coletivo Prisma também passa por mudanças em sua estrutura, tendo um grupo administrativo fixo para organizar grupos de estudos, cuidar da comunicação e também participar de reuniões, representando o coletivo. A atual integrante do coletivo, e também estudante de mestrado em Educação Física, Gisele Gotardi, contou que não há uma função específica para cada integrante do grupo administrativo, e que as ações futuras do coletivo são pautadas em reuniões quinzenais.

O coletivo agora organiza grupos de estudos mensais, promovendo um espaço de segurança para debates sobre problemas enfrentados dentro e fora do campus para a comunidade LGBT. “A proposta também é trabalhar a autoestima LGBT+, mas sem perder de vista alguns recortes importantes como raça e classe social, por exemplo”, disse Gisele.

No último dia 21 de julho, o coletivo realizou um grupo de estudos sobre “binarismo e identidade de gênero”, apresentando questões sobre a presença do binarismo não apenas na esfera biológica, mas também na social.

Coletivo Prisma
Participantes do grupo de estudos sobre “binarismo e identidade de gênero” Foto: Laura Almeida

Recentemente, a Unesp aprovou o uso do nome social para transgêneros dentro da Universidade, não aceitando mais a discriminação recorrente a essa questão. Porém, a representatividade LGBT deve continuar se fortalecendo cada dia mais, “Além de oferecer um espaço de estudo e formação sócio-política, o coletivo é muito importante por garantir acolhimento e segurança à comunidade LGBT.” afirmou Gisele sobre a importância de um coletivo LGBT dentro de um campus universitário.

Para “prismar” com o coletivo e acompanhar as datas de grupos de estudos, acompanhe a página do Coletivo Prisma no Facebook!

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