Os efeitos especiais no cinema

O desenvolvimento da tecnologia e a magia cinematográfica andam de mãos dadas para envolver cada vez mais o telespectador

Por Giovana Gomes

Hoje em dia é raro achar um diretor de cinema que não utilize algum tipo de tecnologia para a produção de efeitos especiais em seus filmes, desde a simples troca do plano de fundo e sobreposição de imagens – técnica conhecida como Chroma key, o famoso fundo verde – ou a criação de maquetes gráficas e até a possibilidade de desafiar a gravidade em cenas através de recursos computadorizados.

Ao contrário do que muitos pensam, não são apenas ambientes repletos de muita ação, ficção científica ou com seres fantásticos que usam artifícios tecnológicos, cenas corriqueiras do cotidiano também exploram a manutenção das imagens. Exemplos disso podem ser vistos em filmes como “O Grande Gatsby”, “Forrest Gump”,  “O Lobo de Wall Street”, “O Segredo dos Seus Olhos”, entre outros.

Efeitos Especiais no Cinema

Cena do filme O Grande Gatsby: A técnica chroma key ficou praticamente imperceptível

Stop Motion

Assim como várias descobertas importantes na história, a do primeiro efeito especial também aconteceu por acidente. Georges Méliès, um ilusionista francês, no final do século XIX, estava filmando normalmente pelas ruas de Paris quando o obturador de sua câmera travou por alguns instantes. Quando ele voltou a filmar, as pessoas já estavam em posições diferentes, resultando num filme em que os figurantes desapareciam de um local e reapareciam em outro.

Essa técnica leva o nome de Stop Motion, ou seja, a fotografia de objetos e cenários quadro a quadro causando uma impressão de movimento. Desde então, inúmeros filmes foram feitos totalmente através dela, como “O Estranho Mundo de Jack”, “A Fuga das Galinhas”, “Coraline”, “Noiva Cadáver”.  

Efeitos Especiais no Cinema

Multiplas exposições, miniaturas mecânicas, filmes em altas e baixas velocidades

A revolução de Star Wars e Senhor dos Anéis

A trilogia Senhor dos Anéis trouxe significativas evoluções, como o desenvolvimento do software que facilita a criação de batalhas com milhares de soldados virtuais, onde cada um possui uma inteligência artificial individual.

O lançamento de Star Wars, na década de 70, encaminhou uma verdadeira transformação no mundo do cinema se tratando de efeitos especiais. O diretor, George Lucas, foi o pioneiro na utilização dos computadores para mexer em certas sequências, inovando os sistemas de fotografia, animação e gráficos.

O mais recente filme do Star Wars, lançado no começo desse ano, possui efeitos visuais riquíssimos e alguns deles podem ser vistos no vídeo do seu making of:

Limites cada vez menores

Novas maneiras de fazer efeitos especiais são pensadas a cada ano. Uma prática recorrente nos filmes atuais é a dos modelos gráficos em 3D para a aplicação em cenas. Com ela, é possível a geração, manipulação e interpretação das imagens. O primeiro filme a se utilizar dessa prática foi o Jurassic Park, de 1993, com a recriação dos animais por esse processo de tecnologia computacional.

Filmes de animação e que mesclam animação com atores reais fazem um enorme uso da computação gráfica, que permite a criação de elementos dinâmicos, personagens e representações visuais que deixam qualquer um impressionado.

 

Efeitos Especiais no Cinema

Cena do filme “Alice no País das Maravilhas”

 

Além disso, o procedimento de captura de movimento possibilita a atribuição de comportamentos humanos a objetos inanimados e podem colocar a atuação de qualquer ator em uma situação criada por computação gráfica.

E como isso é possível? Através da utilização de marcadores, que são pequenas bolas reflexivas inseridas nas articulações dos membros dos atores e filmadas todas juntas com três câmeras infravermelhas, as quais são refletidas de volta pelos marcadores para um computador que, então, calcula a posição 3D de cada montador e faz o design do plano gráfico da cena.

Efeitos Especiais no Cinema

Atores do filme “Avatar” são filmados interpretando seus personagens digitais

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