Perfil | Entrevista: Fabio Turci

Formado em Jornalismo pela UNESP, Fabio Turci volta a Bauru para contar como foi sua experiência profissional após a faculdade

Bárbara Christan

Foto - Fabio TurciConvidado a participar da mesa “Vida pós UNESP: a experiência profissional de quem já esteve aqui”, Fabio Turci retorna à cidade para contar um pouco de sua trajetória depois que terminou o curso. Graduado em Jornalismo pela UNESP Bauru em 1997 e com MBA em Economia e Mercado de Capitais pela Fundação Instituto de Administração, Fabio começou sua carreira nos jornais impressos de Bauru – Jornal da Cidade e Diário de Bauru – e logo entrou para a TV TEM, afiliada da Rede Globo na região. Seguiu para a TV Vanguarda, afiliada da Rede Globo no Vale do Paraíba, e depois para a TV Globo SP, onde trabalha há quase 11 anos.

O repórter venceu o Prêmio de Jornalismo da Comissão Europeia de Turismo em 2011 e o Prêmio Confederação Nacional da Indústria de Jornalismo de 2012 com a série de reportagens “Trabalhos 2.0”, exibida pelo Jornal da Globo. Em julho deste ano, participou da cobertura da visita do Papa Francisco ao Brasil.

Perguntado sobre a importância do tema da palestra, o jornalista afirma que passou por situações em sua carreira que certamente os atuais estudantes vão passar e espera que a troca de experiências possa ajudá-los nisso. Na entrevista a seguir, comenta que o bom profissional de hoje é o bom “foca”.

Como é o mercado para quem está se formando/é formado? Quais são as dificuldades que você encontrou?

O mercado abriu novas possibilidades desde que eu me formei. Na minha época, internet era incipiente e não havia o mercado de comunicação corporativa que existe hoje. Por outro lado, vivemos alguns ciclos e estamos, agora, num momento de certa retração. Grandes empresas de comunicação demitiram. Tive dificuldades no início de carreira em TV porque, na minha época de UNESP, a estrutura laboratorial era precária. Não tínhamos, a rigor, equipamentos disponíveis para telejornalismo e, quando entrei em TV, não entendia bem o processo de produção. Suei por alguns meses até me encaixar na engrenagem. Pelo que eu sei, a UNESP melhorou nessa questão dos laboratórios.

 Como foi a experiência de estudar na UNESP e o que isso fez de diferença no seu currículo?

Foi apaixonante. Foi definitivamente marcante na minha vida passar pela UNESP e por Bauru. Tenho muito carinho pela universidade e pela cidade. O nome da instituição pesa um pouco no começo da carreira, quando ainda não há muito que mostrar além do histórico escolar. À medida que o tempo passa você passa a ter seu próprio trabalho como referência do profissional que é, do que é capaz de fazer. Para mim, a influência do nome da universidade já é limitada e ainda se perde com o tempo.

 O mercado de trabalho difícil para os jornalistas atualmente. Qual sua opinião sobre isso?

Sou da opinião que o bom profissional não fica parado. E, muitas vezes, o bom profissional (inclusive o bom foca) é aquele que tem o básico: bom texto, boa cultura geral, hábito de leitura, agilidade, interesse, capacidade de trabalhar em equipe. O básico bem estruturado já é um belíssimo começo.

Você tem alguma recomendação sobre o futuro para quem está cursando Jornalismo?

Cuide do texto. Saiba escrever de forma coesa, bem argumentada, bem amarrada, madura. Entenda o seu tempo – informe-se sobre política nacional e internacional, economia. Enfrente esses assuntos áridos porque isso fará de você um profissional diferenciado. Observe os outros fazendo. Seja humilde para aprender com quem tem mais experiência. E nunca se ache “o cara”. Há um lema de que gosto muito: “Sábio é aquele que sabe o que não sabe”.

Mesa: “Vida Após UNESP: a experiência profissional de quem já esteve aqui

Dia: 25 de outubroàs 19h

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