Perfil | Entrevista: João Correia Filho

Conhecido por seu trabalho como fotojornalista, João Correia Filho propõe uma reflexão sobre literatura e fotografia

Anna Satie

Foto - João Correia FilhoFormado pela UNESP de Bauru, João Correia Filho é jornalista, fotógrafo e desenvolve projetos que envolvem literatura. Sua grande fonte de inspiração para reportagens são os livros e já se aventurou pelo universo de escritores como Fernando Pessoa, Ítalo Calvino, João Cabral de Melo Neto e Guimarães Rosa. Correia Filho se dedicou durante anos a retratar os caminhos das personagens de Grande Sertão: Veredas pelo nordeste do Brasil. Em 2012, seu guia turístico literário de Lisboa – Lisboa em Pessoa – foi ganhador da categoria Turismo do Prêmio Jabuti, o mais importante prêmio literário do Brasil.

O fotojornalista coordenará a oficina Fotografia e Literatura – um diálogo (mais que possível), que vai acontecer nos dias 22 e 23 de outubro. O objetivo da atividade é ajudar a compreender melhor a linguagem fotográfica, suas técnicas e noções básicas de composição e edição, além de desenvolver um trabalho de sensibilização da imagem, mostrando suas inúmeras possibilidades como instrumento de expressão artística.

Como surgiu o interesse pelo tema da sua oficina, fotografia e literatura?

Surgiu quando percebi que essa união entre as duas linguagens poderia ser bastante rica. Também era uma junção pouco explorada. Isso sem contar a paixão que tenho pela literatura desde lá pelos meus 15, 16 anos. Uma coisa levou a outra – me apaixonei pela fotografia e juntei as duas coisas. 

Como essas duas áreas (a fotografia e a literatura) se relacionam?

De várias formas, mas, principalmente, no que diz respeito a nos proporcionar (no caso da literatura) uma nova forma de ver as coisas. Pode parecer simplista, mas antes de pensarmos em técnicas fotográficas precisamos pensar no olho, no olhar. Se não temos isso, já era. Alem disso, a literatura me ajuda a entender as narrativas do mundo, me ajuda a ter um maior poder de abstração, me ajuda perceber a fotografia (e o texto) como uma composição. 

O que se pode esperar da sua oficina na Semana de Comunicação?

Pretendo propor reflexões justamente sobre como se dá essa união entre as duas linguagens, a literatura e a fotografia. Não só reflexões, mas também um embasamento prático e teórico para que os alunos consigam vislumbrar essa união tão rica. Além disso, haverá uma parte prática, na qual os alunos vão aplicar essas noções. 

Oficina: “Fotografia e Literatura – um diálogo (mais que possível)”

Dia: 22 e 23 de outubrodas 8h30 às 12h (oficina em duas partes)

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